Brasília, 1º de maio de 2026 – A rejeição, em 29 de abril, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou evidente o peso político das 54 cadeiras do Senado que estarão em jogo nas eleições de outubro. Na mesma semana, a Genial/Quaest divulgou levantamentos nos oito estados com maior eleitorado, indicando um quadro ainda indefinido sobre quem formará a maioria da Casa a partir de 2027.
Sudeste: nomes conhecidos na dianteira
São Paulo – A ex-ministra Simone Tebet (MDB) aparece à frente, com Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) logo atrás. Entre os pré-candidatos alinhados à oposição, o deputado Guilherme Derrite (PP) surge competitivo.
Minas Gerais – A petista Marília Campos lidera nos dois cenários testados. A segunda vaga oscila entre Aécio Neves (PSDB), Marcelo Aro (PP), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD). Sem Aécio na disputa, Viana se aproxima da primeira colocada.
Rio de Janeiro – O governador Cláudio Castro (PL) e a deputada Benedita da Silva (PT) lideram numericamente, mas Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi (PL) aparecem colados, deixando a disputa em aberto.
Sul: vantagem da direita no Paraná; empate no RS
Paraná – Alvaro Dias (MDB), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) concentram as intenções de voto, enquanto Gleisi Hoffmann (PT) perde espaço.
Rio Grande do Sul – Germano Rigotto (MDB) e Marcel Van Hattem (Novo) dividem a preferência com Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT); todos estão tecnicamente empatados.
Nordeste: vantagem petista na Bahia; cenários divididos em Ceará e Pernambuco
Bahia – Os ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) mantêm folga sobre João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos).
Ceará – A disputa se resume, por ora, a Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil), com eleitores divididos.
Pernambuco – Marília Arraes (PDT) lidera. A segunda cadeira é alvo de Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil), Mendonça Filho (PL), Armando Monteiro (Podemos) e Anderson Ferreira (PL).
Metodologia
As pesquisas foram realizadas entre 21 e 30 de abril, com amostras que variam de 900 a 1.650 entrevistados, margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Todos os levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com 42 votos contrários a Messias, a atual composição da Casa mostrou que a oposição já pode bloquear indicações ao STF. O resultado reforçou a percepção de que a eleição de 2026 definirá o equilíbrio de forças no Senado pelos próximos oito anos.
Com informações de Gazeta do Povo