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Relatório federal acusa governo Biden de discriminar cristãos em várias frentes

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Washington – Um documento oficial de 570 páginas, divulgado na quinta-feira (30), sustenta que a administração do ex-presidente Joe Biden utilizou órgãos federais e políticas públicas para agir de forma discriminatória contra cristãos nos Estados Unidos. O material foi produzido pela Força-Tarefa para Erradicar o Viés Anticristão, criada no início do governo Donald Trump.

Perseguição a ativistas pró-vida e universidades cristãs

Segundo o relatório, o Departamento de Justiça intensificou processos contra manifestantes pró-vida sem histórico de violência, enquanto o Departamento de Educação teria aplicado multas recordes a universidades confessionais. A investigação também aponta “ações agressivas” de fiscalização direcionadas exclusivamente a instituições de orientação cristã.

Impacto das exigências de vacinação

Durante a pandemia, milhares de servidores federais que pediram isenção de vacina por motivos religiosos teriam sido punidos com demissões, suspensões ou perda de benefícios. Para a força-tarefa, essas medidas configuram violação da liberdade de crença.

Aplicação desproporcional da FACE Act

A lei Freedom of Access to Clinic Entrances Act (FACE Act), que criminaliza obstrução de clínicas de aborto ou locais de culto, teria sido usada de forma desigual. O levantamento indica que réus pró-vida receberam em média 14 meses de prisão, enquanto manifestantes pró-aborto envolvidos em atos violentos cumpriram cerca de três meses.

O documento cita ainda promotores que teriam classificado visões pró-vida como “sectárias” e questionado um magistrado “muito católico” por defender direitos da Primeira Emenda dos réus.

Casos emblemáticos

Entre os episódios relatados está a prisão do ativista católico Mark Houck, detido em casa por 16 agentes do FBI após conflito com funcionário de clínica de aborto. Houck foi posteriormente absolvido pela Justiça.

Escolas e professores

A força-tarefa afirma que distritos escolares passaram a adotar material LGBT para alunos do ensino fundamental e dificultaram a retirada de crianças dessas atividades. Também haveria orientações federais e locais para demitir professores que se recusassem a usar pronomes ou identidades de gênero contrárias às próprias convicções religiosas.

Monitoramento de grupo católico tradicionalista

O relatório denuncia que, após a prisão de Xavier Louis Lopez em 2022, o FBI passou a monitorar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – frequentada pelo réu havia sete meses – bem como o sacerdote responsável e familiares, alegando potencial extremismo.

Próximos passos

A força-tarefa recomenda a revogação das políticas citadas e a emissão de novas diretrizes “para restaurar plenamente os direitos civis e religiosos de todos os cidadãos americanos”. O presidente do grupo, Todd Blanche, declarou que “nenhum americano deveria temer punição governamental por causa de sua fé”.

Com informações de Gazeta do Povo