O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, na tarde desta quinta-feira (30), uma nova fase do programa Move Brasil, que passa a oferecer R$ 21,2 bilhões em crédito para a compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. Durante o evento, Lula evitou comentar duas derrotas sofridas pelo governo no Legislativo horas antes.
Crédito ampliado
A primeira etapa do Move Brasil, aberta em janeiro, liberou R$ 10 bilhões e se esgotou em dois meses, com mais de 8 mil operações voltadas a caminhoneiros autônomos, cooperativados e frotistas. Agora, o limite financiável por beneficiário chega a R$ 50 milhões.
Conforme o Palácio do Planalto, R$ 14,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões de recursos adicionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que operará a linha “BNDES Renovação de Frota”. As condições de financiamento serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Reveses no Senado e no Congresso
O anúncio ocorreu no primeiro compromisso público de Lula após o Senado rejeitar, por 42 votos a 34, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Era necessário o apoio mínimo de 41 dos 81 senadores. Desde 1894, o Senado não derrubava um indicado ao STF.
No mesmo dia, deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O veto caiu por 318 votos a 144 na Câmara e por 49 a 24 no Senado.
Discurso focado em indústria
Durante a cerimônia, Lula afirmou que o Brasil “tem espaço para tudo acontecer” e pode se tornar exportador de manufaturados sem abandonar o agronegócio. Aos sindicalistas presentes, declarou que o país virará “um grande polo petroquímico” e concluiu: “Vai começar o jogo”.
Reações de Messias
Após a rejeição no Senado, Jorge Messias disse ter enfrentado “cinco meses de desconstrução” de sua imagem e afirmou que o governo identifica quem articulou a oposição ao seu nome.
Com informações de Gazeta do Povo