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Petro acusa Israel de deter ativistas de flotilha com brasileiros e colombianos

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta quinta-feira (30) que Israel “sequestrou” ativistas que navegavam rumo à Faixa de Gaza, entre eles quatro brasileiros e três colombianos. Em publicação na rede social X, o chefe de Estado classificou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como um “regime genocida”.

Segundo Petro, os colombianos detidos são Andrés Leonardo Castelblanco Jaime, que estava na embarcação Batolo; Daniela Lisette Castillo Mogollón, a bordo do navio Eros; e Estefanía Gutiérrez Castañeda, que viajava no Al Bassa. O presidente não divulgou a identidade dos brasileiros.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a interceptação da Flotilha Global Sumud na quarta-feira (29). De acordo com a pasta, cerca de 175 ativistas foram detidos em águas internacionais perto da costa da Grécia, a aproximadamente 1.200 quilômetros de Gaza, e conduzidos posteriormente a Israel.

As autoridades israelenses alegam que a flotilha pretendia atrapalhar a transição para a segunda fase do plano de paz do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o enclave palestino.

Relações bilaterais

A Colômbia rompeu relações diplomáticas com Israel em 2024, em protesto contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. No ano passado, Petro já havia condecorado duas cidadãs colombianas que tentaram furar o bloqueio israelense ao território palestino em outra expedição de ativistas.

Até o momento, nem o Itamaraty nem o governo colombiano divulgaram pedidos formais de explicação a Israel sobre a situação dos cidadãos detidos.

As embarcações continuam apreendidas, e não há previsão oficial para a liberação dos ativistas.

Com informações de Gazeta do Povo