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Manifesto anticristão e falhas de segurança: quem é o engenheiro preso ao tentar atacar Trump em Washington

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Washington (EUA) – Cole Tomas Allen, 31 anos, foi detido na noite de sábado, 25 de abril, após tentar entrar armado no Washington Hilton durante o tradicional jantar dos correspondentes da Casa Branca. O ex-presidente Donald Trump e outras autoridades participavam do evento no momento da tentativa de invasão.

Engenheiro premiado e “professor do mês”

Formado em engenharia mecânica e desenvolvedor de jogos, Allen chegou a receber o título de “professor do mês” no fim de 2024. Apesar do currículo acadêmico, investigadores relatam que ele mantinha comportamento radical e havia criado um simulador de tiros.

Armas apreendidas e prisão em flagrante

De acordo com a polícia, o suspeito foi preso no perímetro de segurança portando armas de fogo e facas, antes de alcançar o salão principal do hotel. As autoridades reforçaram que o esquema de proteção “em camadas” impediu que Allen se aproximasse de Trump.

Manifesto de mil palavras

Minutos antes do ataque, Allen enviou à família um documento de mais de mil palavras intitulado “Assassino Federal Amigável”. O texto tem tom fortemente anticristão, questiona valores religiosos como a paciência diante da opressão e ironiza a suposta “incompetência” dos agentes que teriam permitido a entrada dele no hotel um dia antes, com armas ocultas.

Debate sobre falha do Serviço Secreto

O caso reabriu discussões sobre a segurança de eventos presidenciais fora da Casa Branca. O Washington Hilton, local onde Ronald Reagan sofreu um atentado em 1981, é considerado ponto de difícil controle por ser área pública extensa.

Projeto “Bunker de Gala”

Após o incidente, Trump voltou a defender a construção de um salão de festas blindado de US$ 400 milhões – apelidado de “Bunker de Gala” – dentro do complexo da Casa Branca. A instalação de 8.300 m² serviria para abrigar eventos oficiais em ambiente militarmente seguro, reduzindo a dependência de hotéis.

Teorias da conspiração nas redes

Logo após os disparos, a palavra “encenado” ganhou destaque nas redes sociais, com publicações insinuando que o atentado seria uma encenação política. Trump classificou os autores dos rumores como “doentes”. Investigações preliminares apontaram que falhas de sinal de celular relatadas por jornalistas ocorreram devido ao porão do hotel, e não por censura governamental.

A polícia mantém Allen sob custódia enquanto analisa possíveis cúmplices e a origem das armas apreendidas.

Com informações de Gazeta do Povo