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Washington Hilton volta a ser palco de atentado presidencial 45 anos após ataque a Reagan

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O Washington Hilton, na capital americana, foi novamente cenário de violência política no sábado, 25 de abril de 2026. Durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um homem identificado como Cole Allen abriu fogo contra o presidente Donald Trump. O Serviço Secreto retirou Trump e a primeira-dama Melania enquanto convidados buscavam abrigo sob as mesas.

Cenário repetido

A coincidência histórica chama a atenção: há 45 anos, em 30 de março de 1981, o mesmo hotel testemunhou a tentativa de assassinato do então presidente Ronald Reagan. Naquela ocasião, o atirador John Hinckley Jr. disparou seis vezes quando Reagan deixava o local após discursar para trabalhadores.

Uma das balas ricocheteou na limusine presidencial, perfurou o pulmão de Reagan pela axila esquerda e parou a menos de 2,5 centímetros de seu coração. Também ficaram feridos o agente do Serviço Secreto Timothy McCarthy, o policial Thomas Delahanty e o secretário de imprensa James Brady, que ficou parcialmente paralisado.

Após 1981, reforço na segurança

Depois do ataque a Reagan, o Washington Hilton recebeu melhorias de segurança, incluindo a passagem coberta “President’s Walk”, usada para proteger autoridades entre o hotel e a rua. Mesmo com o reforço, o local voltou a ser testado no fim de semana. Trump descreveu o atirador Cole Allen como um “lobo solitário”.

Reagan sobreviveu e governou até 1989

Ronald Reagan recuperou-se do atentado de 1981 e concluiu dois mandatos, deixando o cargo em janeiro de 1989. Em 1994, revelou estar com Alzheimer. Ele morreu em 5 de junho de 2004, aos 93 anos, vítima de complicações de pneumonia.

O ataque contra Trump neste sábado reacendeu lembranças daquele episódio que marcou a reta final da Guerra Fria e consolidou Reagan como um dos símbolos do conservadorismo moderno nos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo