Brasília — O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou neste domingo, 26 de abril de 2026, o 8º Congresso Nacional com a aprovação do manifesto “Construindo o Futuro”. O texto traça a estratégia da sigla para a eleição presidencial de 2026, combina críticas à gestão externa do ex-presidente norte-americano Donald Trump e faz aceno explícito ao Centrão na tentativa de ampliar a base de alianças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Foco eleitoral e diálogo com o centro
Durante o encontro, lideranças reiteraram a necessidade de estreitar relações com forças de centro e com o empresariado. O manifesto aponta que o principal objetivo é “chamar o centro para compor com Lula”, preservando a identidade histórica do partido enquanto busca uma coalizão mais ampla na disputa pelo Palácio do Planalto.
Críticas à política externa de Trump
Em seu capítulo dedicado às relações internacionais, o documento reprova o que classifica como “postura agressiva” dos Estados Unidos no governo Donald Trump, citando tarifas comerciais e ações em conflitos como exemplos de desestabilização global. O texto contrapõe essa conduta à proposta de o Brasil atuar como mediador em fóruns multilaterais e zonas de conflito.
Sete reformas estruturais mantidas
A versão final excluiu a proposta de reformulação do sistema financeiro, presente em discussões preliminares. Permaneceram sete eixos de reformas:
- política e eleitoral;
- tributária;
- tecnológica;
- poder Judiciário;
- administrativa;
- agrária;
- comunicação.
O texto, contudo, não apresenta metas ou cronogramas, servindo como guia geral para a campanha.
Renovação interna e paridade de gênero
O partido também defende limite de mandatos em suas instâncias e a meta de ocupar 50% dos cargos deliberativos com mulheres, visando “transição geracional permanente”. Críticos internos, porém, apontam dificuldades práticas para a renovação de lideranças.
Lula no centro das discussões
Recuperando-se de cirurgias, Lula participou por vídeo da abertura do congresso, reforçando a tese de continuidade do projeto petista. Dirigentes admitem que o desempenho eleitoral da legenda depende diretamente da imagem do atual presidente.
Ao final do evento, a direção esclareceu que o manifesto não substitui o programa de governo, mas funcionará como referência política para o período pré-eleitoral.
Com informações de Gazeta do Povo