Brasília – A Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do Banco de Brasília (AneaBRB) decidiu adiar duas assembleias que ocorreriam em 30 de abril, após o Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) aprovar, na quarta-feira (22), um aumento de capital por meio de subscrição privada.
Em edital publicado nesta quinta-feira (23), a entidade informou que só marcará nova data quando o prazo para aportes terminar e o banco divulgar os demonstrativos financeiros da operação, prevista para ser concluída em maio.
A capitalização será destinada exclusivamente aos atuais acionistas. Como minoritária, a AneaBRB teme ter sua participação diluída. Para preservar o controle estatal, o Governo do Distrito Federal, hoje detentor de 53,1% das ações, precisará injetar até R$ 5,3 bilhões. A Câmara Legislativa já autorizou operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões, mas o pedido de empréstimo foi recusado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), segundo a agência Bloomberg.
No comunicado, a AneaBRB afirma que adotará “todas as medidas cabíveis nas esferas administrativa, regulatória, societária e judicial” para proteger seu patrimônio, os investimentos na operadora Saúde BRB e o valor econômico e institucional do banco, sobretudo diante das fraudes em apuração.
O processo de recuperação do BRB ocorre enquanto seu ex-presidente, Paulo Henrique Costa, permanece preso. Ele é suspeito de ter recebido seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões — dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido pagos — como propina do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para facilitar a aquisição de ativos considerados fraudulentos.
Com informações de Gazeta do Povo