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EUA ameaçam estender bloqueio naval a nações que colaborarem com o Irã, diz Lindsey Graham

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Washington (22.abr.2026) – O senador republicano Lindsey Graham afirmou nesta quarta-feira (22) que qualquer país que auxilie o Irã na venda de petróleo poderá ser incluído no bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao regime de Teerã.

Em mensagem publicada na rede social X, o parlamentar, aliado do presidente Donald Trump, alertou: “Aos que estão ajudando ou pensando em ajudar o regime iraniano na distribuição de seu petróleo, que financia o terrorismo, vocês fazem isso por sua conta e risco”.

Conversas com Trump e Hegseth

Graham relatou ter conversado pela manhã com o presidente Trump e com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, sobre os próximos passos do conflito envolvendo o Irã. Segundo o senador, a decisão da Casa Branca de manter o bloqueio marítimo é “muito inteligente”.

Na terça-feira (21), Trump prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo em vigor, mas manteve as restrições navais. Graham defendeu que a ação permaneça até que Teerã “demonstre compromisso em mudar seu comportamento” e sugeriu a ampliação da medida para alcance global.

Impacto econômico

A Casa Branca avalia que o bloqueio tem reduzido a capacidade financeira do Irã de sustentar grupos armados. Em coletiva em Washington, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o governo norte-americano está “estrangulando” a economia iraniana, com perdas estimadas em US$ 500 milhões diários (aproximadamente R$ 2,5 bilhões).

Leavitt disse ainda que a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano, encontra-se congestionada, impossibilitando o escoamento da produção.

Operação desde 13 de abril

O bloqueio naval foi iniciado em 13 de abril, após o fracasso de negociações no Paquistão. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação vale para embarcações de qualquer bandeira que entrem ou saiam de portos iranianos, além de navios suspeitos de transportar petróleo, armas ou material nuclear ligado a Teerã.

Graham concluiu que a continuidade das restrições é fundamental para “reduzir drasticamente” o financiamento de grupos considerados terroristas pelo governo americano.

Com informações de Gazeta do Povo