O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (21) que o Irã violou por diversas vezes o cessar-fogo em vigor desde o início de abril. A acusação foi publicada na rede social Truth Social, sem apresentação de detalhes sobre as supostas infrações.
A trégua expira na noite de quarta-feira (22), no horário de Washington. Trump avisou que dificilmente estenderá o acordo caso as conversas previstas para esta semana não mostrem progresso. “É altamente improvável que eu o estenda”, afirmou, acrescentando que não pretende “fechar um mau acordo”.
Negociações em Islamabad
Uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã está marcada para acontecer em Islamabad, capital do Paquistão, sob mediação do governo local. A delegação norte-americana deve ser chefiada pelo vice-presidente JD Vance, enquanto o Irã será representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que condicionou sua presença à participação de Vance. Até o momento, nenhum dos dois lados confirmou oficialmente o embarque para o país asiático.
Escalada retórica
Ghalibaf declarou que Teerã está pronto para intensificar o conflito se as tratativas fracassarem. “Não aceitamos negociações sob a sombra de ameaças”, afirmou, dizendo que o Irã possui “novas cartas” para usar no campo de batalha.
Trump, por sua vez, reiterou que manterá o bloqueio naval aos portos iranianos enquanto não houver um entendimento definitivo. Paralelamente, o Exército de Israel sinalizou a possibilidade de lançar uma nova operação nas próximas 24 horas, sem detalhar alvos ou ligação direta com o fim do cessar-fogo.
Execução em Teerã
Também nesta terça, o judiciário iraniano informou a execução de Amirali Mirjafari, acusado de comandar uma rede ligada à inteligência israelense e de incendiar a mesquita Qolhak, em Teerã, durante protestos de janeiro. Segundo a agência Mizan, a sentença de morte foi confirmada pela Suprema Corte e cumprida na madrugada.
As manifestações de início de ano, que levaram milhares de pessoas às ruas contra o governo iraniano, foram contidas pelas forças de segurança do país.
Com informações de Gazeta do Povo