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Franklin Graham minimiza polêmica sobre imagens que associam Donald Trump a Jesus Cristo

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O evangelista e CEO da Samaritan’s Purse, Franklin Graham, divulgou na manhã de quinta-feira, 16, um comunicado em que reduz a importância da reação negativa ao post — já apagado — em que o presidente Donald Trump aparecia como uma figura semelhante a Cristo, vestido com túnica e com luz emanando das mãos.

“Não creio que o presidente Trump tenha se retratado conscientemente como Jesus Cristo; isso certamente seria inapropriado”, afirmou Graham. O pastor acrescentou que o presidente “deixou claro que não via a imagem dessa forma; pensou que se tratava de um médico ajudando alguém e, ao saber das críticas, retirou a postagem imediatamente”.

Post removido em menos de 24 horas

A primeira imagem foi publicada no domingo na plataforma Truth Social e retirada até o meio-dia de segunda-feira. Na coletiva de imprensa daquele dia, na Casa Branca, Trump explicou que acreditava aparecer “como médico” em referência à Cruz Vermelha, presente na cena.

Nova ilustração com Jesus

Na quarta-feira, Trump voltou às redes com outra montagem: Jesus o abraça em um púlpito diante de uma bandeira dos Estados Unidos. A publicação, atribuída à conta “Irish for Trump”, dizia que “Deus pode estar jogando sua carta na manga”. O presidente comentou: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar, mas achei bem legal!”.

Graham aprovou a nova ilustração e acusou opositores de agirem por “más intenções”. “Gosto da imagem de Jesus sussurrando em seu ouvido ou, pelo menos, com a mão em seu ombro, guiando-o. Todos precisamos disso; todos precisamos ouvir Jesus”, declarou.

Críticas de ex-apoiadores

A primeira postagem provocou reprovação até entre ex-aliados do presidente. A influenciadora Riley Gaines escreveu: “Sinceramente, não entendo por que ele postaria isso. Um pouco de humildade lhe faria bem. Deus não se deixa escarnecer”.

Relação com o Vaticano e defesa da liberdade religiosa

A manifestação de Graham ocorre em meio à disputa pública entre Trump e o Papa Leão XIV sobre a guerra no Irã, tema que o evangelista defendeu no mês passado citando o rei Davi. No comunicado, Graham disse esperar que um representante da Igreja Católica “possa um dia encontrar-se com Trump para agradecer-lhe pelos esforços em defesa da liberdade religiosa”.

“Não sou católico, sou evangélico, mas valorizo como o presidente Trump protegeu a liberdade religiosa de pessoas de todas as crenças”, escreveu. Para o pastor, Trump é “o presidente mais cristão e pró-vida” que já conheceu.

Graham voltou ao noticiário recentemente após Trump divulgar, no Domingo de Ramos, uma carta que o pastor lhe enviara em outubro, exortando-o a aceitar Jesus Cristo como Salvador e a “parar de confiar em suas próprias obras” para alcançar o Céu.

Com informações de Folha Gospel