Home / Política / Deputado cita rede de R$ 39 bilhões em lavagem como maior achado da CPMI do INSS

Deputado cita rede de R$ 39 bilhões em lavagem como maior achado da CPMI do INSS

ocrente 1776493212
Spread the love

Brasília — O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que a principal revelação dos trabalhos foi a descoberta de um núcleo de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 39 bilhões. Segundo ele, o esquema atendia “autoridades corruptas, facções criminosas e jogos ilegais”. A declaração foi feita em entrevista publicada em 17 de abril de 2026 pelo jornal Gazeta do Povo.

Para Gaspar, a CPMI mostrou uma “radiografia do Brasil” ao expor como recursos desviados de descontos associativos e empréstimos consignados de aposentados acabavam no mesmo centro de lavagem. “Esse núcleo está servindo a várias organizações criminosas”, disse.

Frenagem no Congresso e no STF

O deputado atribuiu a interrupção das investigações à “blindagem” da base governista no Congresso e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que barraram convocações, negaram requerimentos e restringiram o acesso a Relatórios de Inteligência Financeira. Gaspar declarou que, sem novo arcabouço legal, futuras CPIs terão pouca efetividade.

Encerrada em 1º de abril sem aprovação de relatório final, a CPMI pedia o indiciamento de 216 pessoas. O relator alega que, com mais tempo, seria possível aprofundar a apuração sobre o “núcleo muito poderoso” de lavagem.

Envio de documentos ao STF

Gaspar informou que remeterá todo o material da comissão aos ministros Luiz Fux e André Mendonça, que votaram pela prorrogação da CPMI. O conteúdo também deve ser entregue ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Críticas ao Supremo e ao governo

O parlamentar defendeu que o STF atue apenas como tribunal constitucional e sugeriu mandatos para os ministros. Ele ainda acusou o Palácio do Planalto de comandar a base aliada para proteger o filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, citado no inquérito por suposta ligação com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Fábio Luís negou envolvimento em fraudes e reconheceu apenas uma viagem paga por Antunes. Já os advogados da empresária Roberta Luchsinger afirmaram que ela não tem relação com irregularidades e pretende colaborar com a Polícia Federal.

Com informações de Gazeta do Povo