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Glenn Greenwald diz que democracia vira “ilusão” se Moraes barrar Flávio Bolsonaro em 2026

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O jornalista norte-americano Glenn Greenwald afirmou, nesta quinta-feira (16), que a democracia brasileira “não passará de uma ilusão” caso o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por calúnia contra o presidente Lula (PT) e, como consequência, o impeça de disputar a Presidência da República em 2026.

Em publicações nas redes sociais, Greenwald direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “maior ameaça” e não de “salvador” da democracia. O jornalista mencionou supostos pagamentos de R$ 80 milhões do Banco Master à família do ministro e acusou parte do STF de atuar para “prender e destruir” críticos, gerando, segundo ele, um “clima de medo”.

Investigação contra Flávio Bolsonaro

Na segunda-feira (13), Moraes autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar se Flávio cometeu crime contra a honra ao publicar que Lula “será delatado”. Na mesma mensagem, o senador relacionou o presidente a tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, “suporte a terroristas e ditaduras” e a supostas “eleições fraudadas”. O pedido de abertura de inquérito partiu da própria PF e teve aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Antecedentes de tensão

Viúvo do ex-deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) e responsável pela série de reportagens conhecida como “vaza-jato”, Greenwald passou a criticar duramente o STF após se posicionar contra decisões que considera abusivas. Para ele, o país estaria “refém de Moraes e de sua ala pró-Lula”, o que dificultaria reações institucionais aos ministros.

O jornalista também lembrou ter denunciado que Moraes incluiu a Folha de S.Paulo em um inquérito depois de reportagem sobre uso paralelo de sistemas do TSE.

Greenwald concluiu suas mensagens afirmando que, caso o STF invalide a candidatura de Flávio, o pleito de 2026 pode repetir, segundo ele, a “censura” vista em 2022, retirando da disputa qualquer nome com chances de vitória de quem Moraes “não goste”.

Com informações de Gazeta do Povo