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Zema promete propor “novo STF” ao Congresso como primeiro ato de governo

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São Paulo — O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (NOVO) reafirmou nesta quinta-feira (16) sua intenção de remodelar o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o lançamento de seu plano de governo, na capital paulista, o pré-candidato à Presidência declarou que, caso eleito em 2026, enviará imediatamente ao Congresso Nacional um projeto para criar uma “nova Corte”.

Proposta para o Supremo

Segundo Zema, a principal medida do eventual governo será “acabar com a farra dos intocáveis”. O mineiro defendeu que os futuros ministros tenham idade mínima de 60 anos, cumpram mandato de 15 anos e prestem contas de suas decisões. Ele também prometeu “acabar com a hipocrisia da maioridade aos 18 anos” e aplicar a criminosos menores de idade as mesmas penas atribuídas a adultos.

Embate com Gilmar Mendes

O ex-governador mantém uma sequência de críticas ao STF desde que o ministro Gilmar Mendes o acusou de ingratidão em relação a decisões favoráveis sobre a dívida de Minas Gerais com a União. “Descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”, ironizou Zema na véspera do evento. Gilmar, por sua vez, escreveu na rede X que é “irônico” ver quem governou Minas atacar o Tribunal após solicitar medidas que postergaram o pagamento de parcelas da dívida estadual.

Diretrizes econômicas

No mesmo evento, Zema apresentou linhas gerais de seu programa econômico, descrito por ele como de “forte inspiração liberal”. Segundo o economista da campanha, Gustavo Costa, o ajuste fiscal será prioridade diante do “descontrole das contas públicas”. O plano lista cinco eixos: facilitar o comércio exterior, eliminar o “custo Brasil”, simplificar o ambiente de negócios, reduzir o tamanho do Estado e baixar juros e inadimplência.

O pré-candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao classificar como “populista” o fim da escala de trabalho 6×1.

As propostas fazem parte do documento apresentado em São Paulo e devem nortear a campanha do ex-governador até a eleição de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo