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Zema acusa Lula de “populismo” ao propor fim da escala 6×1 e critica aumento de gastos públicos

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São Paulo – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), classificou como “populista” a proposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que acaba com a jornada de trabalho no formato 6×1. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (13) durante evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Zema afirmou que o projeto, que prevê a redução da carga semanal de 44 para 40 horas em um modelo 5×2, tem “caráter puramente eleitoral” e não soluciona problemas estruturais da economia. “O PT está aproveitando o período eleitoral para oferecer o que chama de prêmio, mas que é nocivo para boa parte da população”, disse.

O pré-candidato criticou ainda o crescimento dos gastos federais, que, segundo ele, agravam o déficit público por meio de “pacotes de bondade”. Para Zema, medidas desse tipo podem gerar efeitos negativos no médio prazo.

Alternativa à CLT

Como contraponto, o ex-governador defendeu modelos de trabalho mais flexíveis fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele sugeriu formatos baseados em pagamento por hora e ampliação da liberdade contratual entre empregadores e empregados. “Acabar com a CLT é difícil, mas podemos criar novas modalidades. Com o tempo, a CLT teria participação menor”, argumentou.

Tramitação no Congresso

A proposta do Executivo será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira (15). O Palácio do Planalto pretende acelerar a votação com pedido de urgência constitucional, que estabelece prazo de até 45 dias para deliberação em cada Casa legislativa.

As negociações ficarão a cargo do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), nomeado por Lula no fim de semana. O governo, porém, deve enfrentar resistência de entidades empresariais contrárias à mudança.

Com informações de Gazeta do Povo