O Banco Central do Brasil (BC) reservou espaço de destaque para o Pix em seu Relatório de Cidadania Financeira de 2025, divulgado nesta segunda-feira (13), mesmo diante de críticas de empresas e do governo dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.
Segundo o documento, o termo “Pix” aparece 163 vezes ao longo do texto. Em comparação, o Drex, versão digital do real ainda em fase inicial, é citado seis vezes, enquanto o Open Finance, que integra informações bancárias de um mesmo cliente, é mencionado 31 vezes.
Popularização e custos mais baixos
O relatório afirma que o Pix “se consolidou como parte da rotina financeira” de pessoas de baixa renda e de empresas, impulsionado pela conveniência e pelos custos inferiores em relação a outros meios de pagamento. Gráficos apresentados pelo BC indicam crescimento contínuo desde o lançamento do sistema, em 2020.
Alerta para segurança
Embora destaque a “democratização” dos pagamentos eletrônicos e a redução do uso de dinheiro em espécie, o Banco Central ressalta a necessidade de “atenção especial às questões de segurança”, classificadas como desafio cada vez mais central em ambientes digitais.
Pressão norte-americana
No relatório, o governo dos EUA afirma que “partes interessadas […] expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico” norte-americanos. O descontentamento motivou debates políticos no Brasil.
Repercussão política
Setores da esquerda associaram a eventual eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à possibilidade de o sistema ser descontinuado. Petistas, por sua vez, relacionaram o Pix ao discurso de soberania nacional, em contraposição à proximidade da família Bolsonaro com o ex-presidente dos EUA Donald Trump.
O Pix foi desenvolvido durante o governo Michel Temer (MDB) e entrou em operação em novembro de 2020.
Com informações de Gazeta do Povo