O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira, 11 de abril de 2026, que a primeira ação de um eventual governo será reduzir tributos e reavaliar a reforma tributária em vigor.
A declaração foi feita durante participação no Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Ao responder a perguntas da plateia, o parlamentar criticou o modelo fiscal atual, classificando a carga tributária brasileira como “absurda” e citando o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) previsto no novo sistema.
Exportação de petróleo na mira
Entre as medidas pontuais mencionadas, Flávio Bolsonaro defendeu eliminar a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, instituída pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de medida provisória. O senador qualificou a cobrança como “um absurdo” e lembrou decisões judiciais que já suspenderam a taxa para algumas empresas do setor.
Composição de chapa em aberto
Questionado sobre a escolha de vice ou possíveis alianças, o pré-candidato evitou divulgar nomes. Ele informou que mantém conversas com diferentes legendas e elogiou a senadora Teresa Cristina (PP-MS), mas ressaltou que qualquer definição deve ocorrer “mais adiante”, agora que a janela partidária foi encerrada.
Debate no campo de centro-direita
O Fórum da Liberdade também recebeu, no dia anterior, nomes cotados para a disputa presidencial, como Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (sem partido) e Ronaldo Caiado (União Brasil). Por compromissos em um encontro do PL em Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro não participou desse painel, mas comentou que todos se situam “no espectro de centro e direita” e que o debate entre eles é importante.
Com a agenda centrada na redução de impostos e na revisão das políticas fiscais, o senador busca consolidar apoio no campo conservador e ampliar o diálogo com aliados para a corrida ao Palácio do Planalto.
Com informações de Direita Online