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IPCA sobe 0,88% em março, acima das projeções, com diesel e alimentos no topo das pressões

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,88% em março, superando a estimativa de 0,7% divulgada pelo Boletim Focus. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,14%. Os dados foram publicados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta foi puxada principalmente pelo encarecimento do diesel, que subiu 13,9% no mês. O aumento do combustível, atribuído à crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, impactou a cadeia de transporte de mercadorias e elevou os custos do setor de alimentos e bebidas, que registrou variação de 1,56%.

Alimentos lideram reajustes

No grupo de alimentação no domicílio, a inflação acelerou de 0,23% em fevereiro para 1,94% em março — maior variação em mais de um ano. Entre os itens que mais subiram estão feijão (15,40%), cebola (17,25%) e tomate (20,31%). Já a alimentação fora de casa aumentou 0,61%.

Ao todo, 333 dos 457 produtos e serviços monitorados pelo IBGE apresentaram alta, indicando difusão maior dos aumentos de preços.

Meta distante, mas ainda dentro do limite

O índice de 4,14% em 12 meses ultrapassa o centro da meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (3%), mas permanece abaixo do teto de tolerância de 4,5%.

Reação do governo e do Banco Central

Para conter o avanço do diesel, o governo federal anunciou duas subvenções a produtoras e importadoras do combustível, tentando reduzir o preço nas bombas. Já o Comitê de Política Monetária (Copom), preocupado com a deterioração fiscal, manteve a taxa Selic em 14,75% na última reunião, depois de um ajuste de 0,25 ponto percentual, e indicou que ainda não há espaço para iniciar um ciclo de cortes mais amplos.

Com informações de Gazeta do Povo