Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou vista nesta quinta-feira (9) e interrompeu o julgamento que definirá se a eleição para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro será direta ou indireta.
A análise foi retomada à tarde com placar de 1 a 1. Dino afirmou precisar de mais tempo para examinar a questão e aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou dias antes do julgamento eleitoral.
Duas ações apresentadas pelo PSD ao STF defendem que a escolha seja feita pelo voto direto da população fluminense.
Votos já proferidos
Até o pedido de vista, o ministro Cristiano Zanin havia votado a favor de eleição direta, possivelmente unificada ao pleito de outubro, mantendo temporariamente o presidente do Tribunal de Justiça do Estado no cargo de governador.
O ministro Luiz Fux divergiu, defendendo eleição indireta pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), argumentando falta de tempo e custos para organizar dois pleitos no mesmo ano.
Manifestação de André Mendonça
Após o pedido de Dino, o ministro André Mendonça solicitou a antecipação de seu voto diante da indefinição eleitoral no estado. Ele iniciou a leitura e adiantou que, caso prevaleça a eleição indireta, a votação na Alerj deve ocorrer de forma secreta.
Com o pedido de vista, não há prazo definido para a retomada do julgamento.
Com informações de Gazeta do Povo