A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou o jornal O Estado de S. Paulo após a publicação do editorial intitulado “Senado tem o dever de rejeitar Messias”, divulgado na madrugada de quarta-feira (8). O texto questiona a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando ausência de “notável saber jurídico” e dúvidas sobre “reputação ilibada”.
Pelo X (antigo Twitter), Gleisi acusou o veículo de “se meter onde não deve” e de promover “agressão gratuita” ao indicado. Para a ex-ministra, o editorial omite que Messias “construiu uma das mais sólidas trajetórias jurídicas no serviço público brasileiro”.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Messias é mestre e doutor em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Entre as credenciais citadas por Gleisi estão a coautoria de um livro sobre reclamações constitucionais e o período como professor visitante na UnB.
No editorial, o Estadão sustenta que o termo “notável” exige reconhecimento amplo da comunidade jurídica e acadêmica, “acima de quaisquer controvérsias”. O jornal também resgata o telefonema divulgado pela Operação Lava Jato em 2016, no qual a então presidente Dilma Rousseff afirma que Messias levaria a Lula um termo de posse na Casa Civil para ser utilizado caso houvesse risco de prisão. Essa posse acabou anulada pelo ministro Gilmar Mendes.
Gleisi rebateu afirmando que “o notório saber jurídico de Jorge Messias é tão patente quanto o preconceito dos editoriais do Estadão a tudo que emana do presidente Lula”.
A reportagem da Gazeta do Povo informou ter procurado o Estadão e a Advocacia-Geral da União (AGU) para comentários. Até a publicação deste texto, não houve manifestação.
Com informações de Gazeta do Povo