O governo do Irã fechou novamente a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz na manhã desta quarta-feira, 8 de abril de 2026, e ameaçou romper o cessar-fogo em vigor caso Israel não interrompa os bombardeios ao Líbano.
A agência estatal Fars informou que a medida foi tomada em resposta ao que Teerã classificou como “violações de Israel ao cessar-fogo”. O regime iraniano também prometeu “punir” o Estado judeu pelos ataques mais recentes contra o Hezbollah, grupo libanês financiado por Teerã.
Na mesma data, Israel realizou sua maior ofensiva contra posições do Hezbollah desde setembro de 2024. Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, quartéis-generais do grupo foram atingidos em todo o território libanês, pegando militantes de surpresa. Katz ainda advertiu o dirigente do Hezbollah, Naim Qassem, afirmando que “sua vez também chegará”.
Em nota, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que, apesar do primeiro dia de cessar-fogo, continuarão a atacar alvos no Líbano porque “a ameaça persiste”. O Exército disse ter obtido “grandes conquistas” nos 40 dias anteriores de confrontos com o Irã.
A trégua de duas semanas foi articulada pelo Paquistão e previa dois compromissos centrais: a suspensão das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz durante o período, como gesto de boa vontade iraniano. No entanto, Teerã condicionou a manutenção do acordo à paralisação imediata dos ataques israelenses em solo libanês — exigência que o governo de Benjamin Netanyahu não aceitou publicamente. Tel Aviv informou que o cessar-fogo não se estende ao vizinho Líbano.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O bloqueio iraniano, portanto, amplia a tensão geopolítica na região e pode afetar o mercado global de energia.
Com informações de Gazeta do Povo