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Empresariado pressiona Congresso a adiar debate sobre fim da jornada 6×1 para 2027

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Mais de 60 entidades do setor produtivo divulgaram, nesta terça-feira (7), um manifesto que pede o adiamento para 2027 da proposta que pretende extinguir a escala de trabalho 6×1 — seis dias de serviço por um de descanso. O documento, conduzido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é assinado por representantes de áreas como turismo, agronegócio, têxtil, saúde e financeiro.

As organizações defendem que o tema não seja analisado em regime de urgência. Segundo o texto, a possibilidade de uma tramitação acelerada “revela que o governo não quer discutir as graves consequências dessa possível alteração” e pode “atropelar os debates”.

O grupo também manifesta preocupação com a adoção de uma medida provisória, que passaria a valer imediatamente após a assinatura presidencial. Para as entidades, esse formato “não apresenta as características que essa providência exige e seria uma afronta ao Congresso e à sociedade”.

O manifesto argumenta que a mudança é “extremamente sensível para um período eleitoral”, motivo pelo qual deveria ser tratada somente após as eleições de 2026. A ACSP é presidida pelo empresário Alfredo Cotait Neto, que lidera a mobilização.

No mesmo dia da publicação do documento, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o governo desistiu de encaminhar o tema por projeto de lei em tramitação urgente. De acordo com Motta, a discussão seguirá por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), procedimento que exige quórum mais elevado e análise em duas votações na Câmara e no Senado.

Entre os signatários, figuram entidades nacionais, como a Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), e representações locais, a exemplo da Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro (CDL Bom Retiro), em São Paulo.

Com informações de Gazeta do Povo