Com a aproximação do calendário eleitoral, partidos intensificam a aposta em nomes conhecidos do grande público. A lista de pré-candidatos para 2026 inclui influenciadores digitais, artistas, esportistas e escritores que buscam converter popularidade em votos.
Rio de Janeiro
Antonia Fontenelle filiou-se ao PSDB fluminense e pretende disputar um cargo ainda não definido. A atriz e influenciadora justifica a decisão como resposta à “polarização extrema” e defende pautas contra o feminicídio, a corrupção e em favor das crianças.
Na mesma sigla, o ex-jogador Edmundo, ídolo do Vasco, ingressou oficialmente na política após passagem sem candidatura pelo Podemos em 2018. Ele declara afinidade com propostas ligadas ao esporte e à infância.
Pelo Republicanos, a musa fitness Gracyanne Barbosa também mira o pleito no estado. Seu foco será a criação de políticas públicas voltadas ao esporte e à saúde, áreas que, afirma, refletem sua trajetória profissional.
A legenda tucana ainda apresentou Tayane Gandra, mãe de Guilherme “Menino Gui”, portador de epidermólise bolhosa. O partido destaca o compromisso dela com acessibilidade e inclusão.
São Paulo
No PSD, Silvia Abravanel, apresentadora do SBT e filha do empresário Silvio Santos, prepara estreia eleitoral em busca de vaga na Câmara dos Deputados. Ela pretende priorizar a inclusão de pessoas com deficiência.
A socialite Val Marchiori, em tratamento contra câncer de mama, filiou-se ao Republicanos. Diz querer usar a visibilidade para ampliar a conscientização sobre a doença e facilitar o acesso a tratamentos.
Alagoas
Rico Melquiades, vencedor do reality A Fazenda 13, anunciou pré-candidatura com discurso irreverente. Entre as propostas, cita a oferta de cirurgias plásticas pelo SUS, unindo entretenimento e crítica ao sistema político tradicional.
Disputa nacional
O escritor e psiquiatra Augusto Cury ingressou no Avante com a intenção declarada de concorrer à Presidência da República. Segundo o partido, a candidatura busca oferecer alternativa “fora da polarização”.
Os novos nomes reforçam movimento já visto em eleições anteriores, quando celebridades transformaram projeção midiática em capital eleitoral — caso emblemático de Tiririca, eleito deputado federal em 2010 com mais de 1,3 milhão de votos e responsável por puxar outros três parlamentares de seu então partido.
Com informações de Direita Online