Os chefes das Igrejas em Jerusalém aproveitaram a mensagem oficial da Páscoa de 2026 para denunciar a escalada da guerra na Terra Santa e em todo o Oriente Médio. No texto, divulgado neste domingo (data da Páscoa), eles relatam “semanas de violência renovada, mortes e sofrimento”, além de prejuízos econômicos que, segundo afirmam, atingem de Jerusalém e Gaza ao Líbano e ao Irã.
Apesar do cenário que classificam como “escuridão crescente”, os líderes ressaltam que a Páscoa lembra a vitória da vida sobre a morte. Citando Romanos 6:4, enfatizam que a ressurreição de Cristo sustenta uma “esperança viva” e conclamam os fiéis a perseverar em oração e ação.
Apelo por paz imediata
No comunicado, as autoridades religiosas solicitam que cristãos em todo o mundo se mobilizem por um “fim imediato ao derramamento de sangue” e pela instauração de justiça e paz na região. O texto reforça que o desespero “não terá a palavra final”.
Sintonizados com o Vaticano
O apelo se alinha às palavras recentes do papa Leão XIV, pronunciadas na missa do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro. Na ocasião, o pontífice afirmou que Cristo “rejeita a violência” e citou Isaías 1:15 para alertar que o Senhor se afasta das orações de quem tem mãos manchadas de sangue. Ele ainda clamou: “Deus é amor! Tenham misericórdia! Larguem suas armas!”.
Páscoa impactada pela guerra
A ampliação do conflito para Irã e Líbano levou ao cancelamento de celebrações tradicionais e ao fechamento temporário da Igreja do Santo Sepulcro, principal local de peregrinação cristã em Jerusalém. Nesse contexto, os líderes locais lembram, com referência a 2 Coríntios 4:8-10, que os fiéis são chamados a testemunhar a fé “em meio à dor e à turbulência”.
Ao final da mensagem, repetem a saudação pascal usada há séculos no Cristianismo: “Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!”.
Com informações de Folha Gospel