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STF limita prorrogação de CPIs e reforça controle de Alcolumbre sobre investigações

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Brasília — Por maioria, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a prorrogação de Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) depende de deliberação política do Congresso, não sendo um direito automático da minoria. O entendimento, firmado em 6 de abril de 2026, referenda a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não levou adiante o pedido de extensão da CPMI do INSS.

O que ficou decidido

Segundo o STF, a Constituição assegura à oposição a criação de CPIs com apoio de pelo menos um terço dos parlamentares, mas não estende o mesmo poder para ampliar seu prazo de funcionamento. A eventual prorrogação deve ser votada pela Mesa do Congresso ou pelo plenário.

Impacto para o presidente do Senado

Ao considerar regular a omissão de Alcolumbre na leitura do requerimento de prorrogação, a Corte consolidou a prerrogativa do chefe do Senado de controlar tanto a instauração quanto a continuidade de investigações legislativas.

Risco apontado para minorias

Especialistas ouvidos no processo alertaram que a decisão enfraquece a principal ferramenta de fiscalização das bancadas de oposição. Se o presidente do Senado puder ignorar pedidos de investigação ou de prorrogação por motivos políticos, o equilíbrio entre governo e minoria tende a se reduzir.

Votos vencedores

Relator da tese vitoriosa, o ministro Flávio Dino argumentou que a Constituição exige “prazo certo” para CPIs. Para ele, tornar obrigatória a dilação criaria comissões potencialmente permanentes, contrariando o caráter temporário previsto no texto constitucional. Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e outros acompanharam o voto.

Divergências no plenário

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux ficaram vencidos. Mendonça defendeu que, se a minoria pode iniciar a investigação, também deve ter meios de concluí-la. Fux acrescentou que o recebimento e a leitura de requerimentos são atos formais obrigatórios, que não poderiam ser bloqueados por decisão política da Presidência do Senado.

Com a conclusão do julgamento, a CPMI do INSS permanece encerrada e novas tentativas de prorrogação dependerão de aval do comando do Congresso.

Com informações de Gazeta do Povo