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Celebração da Páscoa eleva risco de violência contra cristãos em países com perseguição religiosa

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A Páscoa, período que recorda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, é também uma época de alerta máximo para milhões de cristãos que vivem sob perseguição. De acordo com a organização Portas Abertas, extremistas costumam atacar igrejas justamente quando a frequência de fiéis aumenta na Semana Santa, sobretudo no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão e no Domingo de Páscoa.

Por que a data se torna alvo

Os três momentos centrais da celebração — entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, crucificação e ressurreição — atraem grandes concentrações de fiéis. Essa visibilidade transforma templos e procissões em alvos fáceis para grupos radicais, levando algumas comunidades a reforçar a segurança ou até cancelar cultos.

Principais ataques registrados

Jos, Nigéria (29 de março de 2026) – Homens armados invadiram a comunidade de Angwan Rukuba durante o Domingo de Ramos e abriram fogo contra moradores reunidos. O balanço oficial aponta pelo menos 30 mortos. O governo local impôs toque de recolher de 48 horas após o atentado.

Sri Lanka (21 de abril de 2019) – O maior massacre de Páscoa já notificado deixou 259 mortos e cerca de 500 feridos. Sete homens-bomba detonaram explosivos em três igrejas e três hotéis no Domingo de Páscoa.

Entre 2013 e 2019, outros episódios violentos marcam o calendário pascal:

  • Nigéria, 2019 – Um oficial muçulmano avançou com um veículo contra uma passeata cristã, matando 13 pessoas.
  • Índia, 2018 – Pastores agredidos e templos invadidos durante celebrações.
  • Paquistão, 2018 – Extremistas armados atacaram fiéis durante o culto.
  • Nepal, 2017 – Um cristão foi baleado após o culto de Páscoa; veículos da igreja foram incendiados.
  • Síria, 2015 – Mais de 40 mísseis atingiram bairro cristão, matando mais de 20 pessoas, muitas delas crianças.
  • Paquistão, 2013-2015 – Série de ataques contra igrejas deixou dezenas de mortos.

Impacto nas vítimas e legado de fé

Sobreviventes relatam marcas permanentes, mas também fortalecimento espiritual. Verl, que perdeu familiares no ataque de 2019 no Sri Lanka, afirma que “o sangue dos mártires é semente da igreja”. Já Prashant, cuja esposa Girija morreu em decorrência da mesma explosão, passou a frequentar a igreja com os quatro filhos depois do episódio.

Apoio da Portas Abertas

A organização cristã oferece assistência prática e espiritual às famílias atingidas. Entre as ações estão visitas, orações, envio de cartões e distribuição de kits de cuidado contendo materiais de arte, alimentos e livros. No Sri Lanka, Prashant recebeu financiamento para comprar um tuktuk — pequeno táxi de três rodas — e sustentar os filhos, de 3 a 16 anos.

Mobilização global

A entidade incentiva cristãos ao redor do mundo a interceder pelos que celebram a Páscoa sob risco e a contribuir com projetos de ajuda emergencial em regiões onde “seguir a Jesus custa o que custar”.

Com a aproximação da Semana Santa, líderes religiosos em vários países reforçam a orientação para que fiéis mantenham vigilância redobrada e, quando necessário, evitem aglomerações que possam facilitar novos ataques.

Com informações de Folha Gospel