São Paulo — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciaram nesta terça-feira (31) a criação da Escola Nacional de Hip-Hop, iniciativa voltada às redes públicas de ensino.
O lançamento ocorreu no Parque Anhembi, na capital paulista, e prevê aporte de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. O recurso será aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) para inserir elementos do hip-hop como ferramenta pedagógica em sala de aula.
Objetivos do programa
Segundo o MEC, o projeto busca:
- estimular mudanças curriculares por meio da cultura hip-hop;
- reforçar o cumprimento das leis que determinam o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas na educação básica;
- oferecer formação continuada a professores;
- promover o protagonismo estudantil e reduzir desigualdades educacionais.
Durante o evento, Lula relacionou a qualidade do ensino brasileiro à competitividade do país. Ao defender o investimento, afirmou que o Brasil precisa “recuperar terreno” em relação a nações vizinhas e que “não há mais volta” no compromisso com a educação.
Balanço de políticas educacionais
Na mesma cerimônia, o governo divulgou dados de programas já existentes:
- Prouni — 21 anos de operação em 2026, com 27,1 milhões de inscritos, 7,7 milhões de bolsas concedidas e cerca de 1,5 milhão de formados;
- Política de Cotas no Ensino Superior — em 14 anos, possibilitou o acesso de cerca de 2 milhões de estudantes, sendo 790,1 mil pelo Sisu, 1,1 milhão pelo Prouni e 29,6 mil via Fies.
Não foram divulgados detalhes sobre como as escolas interessadas poderão aderir ao novo programa, mas o MEC informou que os critérios deverão ser formalizados até o início do cronograma de investimentos.
Com informações de Direita Online