O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rechaçou a possibilidade de o Banco de Brasília (BRB) ser incorporado pela União. Em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (1º), ele declarou que o assunto “não tem o ok do Ministério da Fazenda para avançar” e que a responsabilidade principal continua com o Governo do Distrito Federal (GDF).
Durigan admitiu que o Executivo federal pode oferecer ajudas pontuais, mas sem assumir o controle do banco. Segundo o ministro, qualquer escalonamento que represente risco sistêmico deverá ser conduzido pelo Banco Central (BC).
As especulações sobre federalização ganharam força após declarações do então secretário do Tesouro Nacional e atual secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron. A fala motivou apuração do Tribunal de Contas da União (TCU), que busca evitar impacto sobre os cofres federais.
Cenário de crise
A situação do BRB se agravou com o envolvimento na liquidação do Banco Master, determinada pelo BC. O banco distrital postergou para além de terça-feira (31) a divulgação do balanço que detalharia o rombo, a fim de aguardar análises da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
Paralelamente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou – e o governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou – um pacote de socorro que prevê aporte de recursos, utilização de imóveis em fundos de investimento e autorização para empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O conjunto de medidas, porém, enfrenta contestação na Justiça. Partidos de oposição protocolaram ações para suspender trechos ou anular integralmente a nova lei.
Com informações de Gazeta do Povo