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Disparos em massa no Irã expõem ameaça de escassez de mísseis nos EUA

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Washington – Um mês após o início da ofensiva norte-americana contra o Irã, o Pentágono encara um problema silencioso: o consumo de mísseis Tomahawk superou em larga escala a capacidade de reposição da indústria dos Estados Unidos.

Uso acelerado ultrapassa produção anual

Em 30 dias de conflito, as forças dos EUA lançaram mais de 850 Tomahawks, número equivalente a vários anos de fabricação acumulada. Atualmente, o Departamento de Defesa adquire cerca de 90 unidades por ano, criando um descompasso entre a demanda em campo e o ritmo das linhas de montagem.

Dependência de insumos controlados pela China

A reposição de armamentos de alta precisão depende de 18 minerais críticos e terras raras – componentes essenciais para sistemas de guia e resistência a altas temperaturas. A China domina o processamento mundial desses materiais. Caso cadeias de suprimento sejam abaladas pelo conflito no Oriente Médio, Washington poderá enfrentar obstáculos adicionais para recompor seus estoques, reforçando a vantagem industrial de Pequim.

Efeito dominó sobre a guerra na Ucrânia

A perspectiva de falta de munições provoca apreensão em Kiev. O presidente Volodymyr Zelensky teme que a redução de reservas norte-americanas comprometa o envio de ajuda militar. O secretário de Estado, Marco Rubio, admitiu que, em situação crítica, os EUA priorizarão missões de interesse nacional, o que pode relegar aliados a segundo plano.

Interesse russo em um conflito prolongado

Para Moscou, a continuidade da guerra no Irã é vantajosa por dois motivos: eleva preços de petróleo e gás – principais fontes de receita russa – e desgasta a capacidade de Washington de sustentar frentes simultâneas de apoio militar, incluindo a defesa da Ucrânia.

Resposta oficial do Pentágono

Porta-vozes do Departamento de Defesa rejeitam a ideia de fragilidade. Segundo a pasta, as forças armadas “dispõem de todos os recursos necessários” para cumprir ordens presidenciais no prazo previsto. Relatórios de analistas independentes, contudo, indicam que o estoque de armas de longo alcance dos EUA nunca esteve tão pressionado.

As próximas semanas serão decisivas para medir a velocidade de reposição industrial e o impacto estratégico da dependência externa de insumos básicos para a fabricação de mísseis.

Com informações de Gazeta do Povo