O juiz federal Richard Leon, do Tribunal Distrital do Distrito de Columbia, determinou nesta terça-feira (31) a interrupção imediata, por 14 dias, da construção de um salão de baile na Casa Branca iniciada em outubro de 2025 por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A decisão atende a um pedido de liminar apresentado em dezembro pela organização National Trust for Historic Preservation, que questiona a legalidade da obra. A entidade exige que o projeto seja submetido à análise de órgãos independentes e receba aprovação formal do Congresso.
Na sentença, Leon afirmou que “nenhuma lei vigente concede ao presidente autoridade para executar uma intervenção desse porte sem o aval do Legislativo” e ressaltou que o chefe do Executivo é “guardião da Casa Branca para as próximas gerações, e não seu proprietário”.
O plano de Trump prevê um espaço de eventos com capacidade para cerca de mil pessoas, área aproximada de 8.400 metros quadrados e custo estimado em US$ 400 milhões (R$ 2,7 bilhões). Segundo o presidente, todo o valor viria de doadores privados e de recursos pessoais, sem ônus para o contribuinte.
A suspensão não atinge obras consideradas essenciais para a segurança do complexo presidencial, como construção de abrigos e sistemas de defesa, financiados com verbas públicas.
Recurso imediato
Poucas horas após a decisão, a Casa Branca informou que já recorreu às instâncias superiores para tentar retomar o cronograma original.
Repercussão
Para Carol Quillen, presidente da National Trust for Historic Preservation, a liminar representa “uma vitória do povo americano” ao preservar o caráter histórico do imóvel. Em postagem na rede Truth Social, Trump classificou o grupo de “radicais de esquerda” e criticou o veredicto.
Com informações de Gazeta do Povo