Brasília, 31 de março de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique um vídeo feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-chefe do Executivo.
A intimação foi apresentada na segunda-feira (30). Em resposta imediata, os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente não teve conhecimento prévio nem participou da gravação ou da divulgação do material. Segundo a defesa, o conteúdo só chegou ao seu conhecimento após a notificação do STF.
Críticas ao STF e alegações de tratamento diferenciado
No programa Última Análise, transmitido ao vivo pela Gazeta do Povo no YouTube, o vereador Guilherme Kilter questionou a decisão judicial. “Qual foi o crime de Bolsonaro?”, indagou, alegando que o tratamento dispensado ao ex-presidente difere do aplicado a outros políticos, como o ex-presidente Fernando Collor. Para Kilter, “o objetivo de Moraes é silenciar o ex-presidente até as eleições”.
A advogada Fabiana Barroso também se manifestou. Ela classificou a decisão como “violação constante” da Constituição Federal e acusou o ministro de ignorar garantias fundamentais. Barroso mencionou ainda denúncias internacionais contra Moraes por supostas violações de direitos humanos.
Pesquisa mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
Na mesma edição do programa, foram debatidos os resultados da nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta segunda-feira (30). O levantamento, realizado entre 25 e 28 de março com 2.080 entrevistados, aponta empate técnico no primeiro turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Em eventual segundo turno, a pesquisa também indica empate técnico, com Flávio numericamente à frente. Guilherme Kilter avaliou que “Lula tem errado muito e o Flávio tem acertado muito”, destacando a estratégia de comunicação do senador, que, segundo ele, busca dialogar com o eleitorado “pacífico e centrado”.
O estudo tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00873/2026.
Com informações de Gazeta do Povo