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Colunista questiona eficácia do PL da Misoginia após feminicídio de comandante da Guarda em Vitória

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A articulista Verônica Bareicha utilizou sua coluna publicada em 31 de março de 2026 para relacionar a recente aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que tipifica a misoginia como crime de ódio à morte da inspetora Dayse Barbosa, primeira comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Vitória (ES). A policial foi assassinada a tiros pelo ex-namorado na madrugada de 23 de março; depois do crime, o autor tirou a própria vida.

No texto, Bareicha destaca que o Espírito Santo figura entre os estados com índices elevados de feminicídio e violência contra a mulher. A colunista recorda que Dayse Barbosa era reconhecida justamente pelo trabalho no enfrentamento a esse tipo de crime, e questiona de que forma o chamado “PL da Misoginia” — aprovado na mesma semana do assassinato — poderia ter evitado o caso.

A autora também explora a definição de termos como misoginia, machismo e feminismo, apontando a proliferação de expressões estrangeiras (como mansplaining, manterruption e gaslighting) usadas para descrever diferentes formas de discriminação de gênero. Segundo Bareicha, a legislação pode tipificar condutas, mas a prevenção à violência depende, sobretudo, de educação e mudança de comportamento.

O projeto de lei aprovado pelo Senado prevê punições específicas para atitudes que demonstrem ódio ou aversão às mulheres. Para entrar em vigor, o texto precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, sancionado pela Presidência da República.

No encerramento da coluna, Verônica Bareicha reforça que a principal urgência é garantir a sobrevivência das mulheres, além de ressaltar que a discussão sobre liberdade de expressão não deve se sobrepor à proteção das vítimas de violência.

Com informações de Pleno.News