Teerã — O Parlamento do Irã aprovou nesta segunda-feira (30) uma lei que institui a cobrança de pedágio de todas as embarcações que transitarem pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
De acordo com a mídia estatal, a nova legislação determina que as taxas sejam pagas em riais e estabelece sistemas de controle, fiscalização e segurança a cargo das Forças Armadas iranianas. O texto também autoriza o governo a vetar a passagem de navios ligados aos Estados Unidos ou a Israel.
Segundo as agências Tasnim e Fars, alinhadas à Guarda Revolucionária, o objetivo é reforçar a soberania do país sobre a rota marítima e criar uma nova fonte de receita para o Estado. A cobrança, no entanto, já vinha sendo aplicada de forma prática desde o início deste mês, após a eclosão da guerra entre o regime islâmico, Estados Unidos e Israel.
Relatos da imprensa internacional indicam que embarcações que utilizam o estreito vêm sendo obrigadas a fornecer informações detalhadas — como carga, tripulação e destino — a intermediários ligados à Guarda Revolucionária antes de receber autorização para prosseguir. Em alguns casos, navios teriam desembolsado até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,5 milhões) por viagem.
O aumento das tensões levou Teerã a ameaçar atacar embarcações que navegassem pela região, provocando forte queda no tráfego marítimo e contribuindo para a volatilidade dos preços da energia no mercado global. Milhares de navios continuam retidos nos arredores do estreito ou buscam rotas alternativas mais longas e caras.
Com informações de Gazeta do Povo