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Caiado lança candidatura ao Planalto e promete anistiar condenados do 8 de Janeiro

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Brasília — O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (30) que, caso seja eleito presidente em 2026, seu primeiro ato no cargo será decretar anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos episódios de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A promessa foi feita durante o evento em que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, oficializou Caiado como pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto. “O Brasil não suporta mais a polarização. Ela é alimentada por quem se beneficia dela e pode ser desativada por alguém que não faz parte desse embate”, declarou o goiano, defendendo a anistia como caminho para “virar a página” do conflito político.

Definição da chapa

Caiado tornou-se o nome do PSD após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., anunciada em 23 de março. Favorito interno, Ratinho recuou para concentrar esforços na disputa estadual e tentar conter o avanço do ex-juiz Sergio Moro (PL) em seu estado.

Com a escolha, o partido passa a compor a lista de pré-candidaturas que já inclui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em busca da reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que defende o legado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

Mudança de estratégia

A sinalização de Caiado ao eleitorado conservador contrasta com a posição defendida por Kassab no fim de 2025, quando o dirigente dizia ser necessário “distanciar-se da direita” para competir no centro. Naquele período, o secretário paulista falava em torno do nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como alternativa presidencial. Agora, diante da consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro e da perspectiva de nova disputa polarizada com o PT, o PSD aproxima-se de pautas caras à base bolsonarista.

Caiado, que deixou o União Brasil em janeiro, vinha articulando a campanha nacional desde então. Ao apresentar a proposta de anistia, o governador reforçou o discurso de pacificação e prometeu governar “para todos”, caso vença o pleito de outubro de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo