Santiago, 30 de março de 2026 – O Serviço de Imigração do Chile anunciou nesta segunda-feira (30) a suspensão do programa criado pelo ex-presidente Gabriel Boric que pretendia conceder documentação a 182 mil estrangeiros em situação irregular no país.
Em entrevista à agência AFP, o diretor do órgão, Frank Sauerbaum, afirmou que pelo menos 6 mil candidatos à regularização têm antecedentes criminais. “Não vamos promover uma regularização em massa como foi proposta pelo governo Boric”, declarou.
Política migratória mais rígida
A decisão cumpre promessa de campanha do atual presidente, José Antonio Kast, que defende medidas mais severas para conter a imigração ilegal. Kast já havia anunciado a intenção de expulsar cerca de 337 mil imigrantes irregulares — em sua maioria venezuelanos — que vivem hoje no Chile.
Muro na fronteira e fiscalizações
Entre as iniciativas em curso está a construção de um muro na divisa com o Peru, parte do chamado Plano Escudo Fronteiriço, voltado a reforçar o controle de entradas clandestinas.
Sauerbaum acrescentou, em entrevista ao programa La Tercera, que o governo planeja inspecionar empresas suspeitas de empregar trabalhadores sem documentação. A estratégia, segundo ele, busca prevenir contratações irregulares e ampliar o controle estatal sobre a segurança, em linha com operações migratórias adotadas nos Estados Unidos durante a gestão Donald Trump.
Com informações de Gazeta do Povo