O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou neste sábado, 28 de março, que o MDB e o PSD dificilmente integrarão a chapa nacional pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Segundo o dirigente, a tendência é que a relação com essas siglas seja limitada a acordos regionais.
“Acredito que as composições com PSD e MDB ocorrerão nos estados; em âmbito federal não vejo possibilidade”, declarou Edinho ao jornal Folha de S.Paulo, citando “contradições” que inviabilizariam uma aliança ampla.
Ministérios ocupados pelo MDB
Embora participe do atual governo, o MDB controla hoje pastas estratégicas, como o Ministério do Planejamento e Orçamento, comandado por Simone Tebet, e o Ministério das Cidades, chefiado por Jader Filho. Na semana passada, entretanto, Tebet deixou o partido e se filiou ao PSB para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, movimento avalizado por Lula.
PSD pretende lançar candidatura própria
No caso do PSD, a legenda mantém três ministérios: Agricultura e Pecuária (Carlos Fávaro), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca e Aquicultura (André de Paula). Mesmo ocupando espaço no governo, o partido presidido por Gilberto Kassab planeja lançar um nome próprio à Presidência.
Prazo para desincompatibilização
O calendário eleitoral prevê que ministros que pretendem concorrer em outubro devem deixar seus cargos na próxima semana. De acordo com Edinho Silva, Lula espera que esses auxiliares usem a campanha para defender as ações do governo. “É fundamental que nossas principais lideranças travem as disputas em seus estados. Ninguém pode se omitir”, pontuou.
Aposta no PDT e impasses regionais
Com o afastamento dos partidos de centro, o PT concentra esforços em consolidar alianças com legendas históricas, como o PDT. Mesmo assim, há divergências internas. No Rio Grande do Sul, parte do PT resiste ao apoio à ex-deputada Juliana Brizola, pré-candidata pedetista ao governo estadual, e defende lançar nome próprio.
Edinho argumenta que a unidade é essencial para garantir a continuidade do projeto presidencial. “Não podemos comprometer a reeleição de Lula. Um erro agora cobrará preço político altíssimo”, disse, reforçando que, na visão do partido, derrotar o que chama de “fascismo” depende da formação de um “campo democrático forte”.
Com informações de Gazeta do Povo