Bruxelas – O relatório anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), divulgado nesta quinta-feira (26), registrou que, pela primeira vez, todos os 32 países da aliança militar investiram pelo menos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, meta fixada em 2014.
O documento, apresentado pelo secretário-geral Mark Rutte na capital belga, destacou que Polônia (4,3% do PIB) e Lituânia (4%) lideraram os aportes proporcionais em 2025. Nos cinco últimos lugares ficaram Portugal, Espanha, Albânia, Canadá e Bélgica, todos exatamente no patamar de 2%.
Gastos cresceram 106% em uma década
Segundo a Otan, entre 2014 e 2025 os membros europeus da aliança e o Canadá ampliaram as despesas militares em 106% em termos reais. Somente em 2025, esse grupo desembolsou US$ 574 bilhões, alta real de 20% em relação a 2024.
Rutte atribuiu o cumprimento da meta ao governo dos Estados Unidos. “Não acredito que a Otan inteira atingiria os 2% até 2025 sem a atual administração americana”, afirmou.
Estados Unidos caem para a sétima posição
Embora tenham pressionado os aliados, os EUA gastaram 3,19% do PIB em defesa no ano passado, percentual menor que os 3,7% verificados em 2014. O país ficou em sétimo lugar, atrás de Polônia, Lituânia, Letônia (3,74%), Estônia (3,42%), Dinamarca (3,34%) e Noruega (3,2%).
Nova meta de 5% até 2035
Em 2025, a aliança concordou em elevar o piso de investimentos para 5% do PIB até 2035, decisão tomada na cúpula de Haia, na Holanda. A Espanha foi o único membro a rejeitar o compromisso, o que levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a sugerir a expulsão do país da organização.
O relatório de 2025 marca um ponto de inflexão para a Otan, que vinha sofrendo críticas internas sobre o cumprimento das metas de financiamento acordadas há mais de uma década.
Com informações de Gazeta do Povo