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Trump analisa três frentes para forçar reabertura do Estreito de Ormuz

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Washington estuda novas medidas para liberar o Estreito de Ormuz, bloqueado por ameaças do Irã desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Teerã. A rota marítima, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural do planeta, mantém o fluxo de energia mundial sob pressão e já provoca alta nos preços.

Nesta terça-feira (24.mar.2026), duas fontes do Pentágono disseram ao Wall Street Journal que aproximadamente 3.000 militares da 82ª Divisão Aerotransportada estão sendo mobilizados para o Oriente Médio. No mesmo dia, o presidente Donald Trump voltou a citar três caminhos possíveis para retomar o tráfego na passagem estratégica.

1. Coalizão naval internacional

A Casa Branca tenta formar uma força-tarefa multinacional para escoltar embarcações no estreito. Londres já enviou especialistas militares para delinear um plano conjunto, enquanto parceiros europeus declararam apoio sem detalhar como participarão do esforço. A China e outros usuários da rota mostraram hesitação inicial.

Enquanto a estratégia é discutida, o Irã aproveita a vantagem geográfica — navios navegam a poucos quilômetros de sua costa montanhosa — para cobrar um pedágio informal de até US$ 2 milhões por viagem, segundo a Bloomberg. A marinha americana considera ataques direcionados a plataformas de lançamento de mísseis escondidas no litoral iraniano, mas reconhece a dificuldade de localizar armas de pequeno porte empregadas em táticas de guerra assimétrica.

2. Negociação direta com Teerã

Trump também menciona a possibilidade de um acordo com o regime iraniano. Nas últimas semanas, o presidente autorizou temporariamente a retirada de sanções sobre petróleo iraniano já embarcado, medida destinada a reduzir a tensão nos mercados de energia.

O republicano afirmou estar em contato com uma “figura poderosa” do Irã e disse que o país fez uma “grande concessão” não especificada. Rumores na imprensa indicam a existência de um plano de paz de 15 pontos mediado pelo Paquistão. Mesmo assim, Teerã nega negociações oficiais e descarta qualquer controle conjunto do estreito.

Diante do impasse, Trump advertiu que “aniquilará” usinas de energia iranianas se a passagem não for liberada até 27 de março. Em contrapartida, o regime ameaçou atacar infraestrutura civil de vizinhos aliados de Washington.

3. Operação terrestre na Ilha de Kharg

Outra alternativa em estudo é a tomada da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano. Há poucas semanas, forças americanas lançaram ataques pontuais contra alvos da Guarda Revolucionária na ilha, poupando a infraestrutura energética para usá-la como moeda de troca em futuras conversas.

Análise do New York Times calcula que seriam necessários cerca de 2.200 fuzileiros navais em três navios de guerra, apoiados por drones, helicópteros de ataque e caças, para controlar Kharg via desembarques anfíbios. A 82ª Divisão Aerotransportada, especializada em saltos de paraquedas, poderia reforçar a ofensiva caso o presidente decida avançar com operações terrestres.

Com o prazo imposto por Washington se aproximando e o bloqueio ainda em vigor, o governo dos EUA corre contra o relógio para escolher qual dessas três frentes seguirá para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz.

Com informações de Gazeta do Povo