O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria na noite desta terça-feira (24) para cassar o mandato e tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022.
A relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, abriu a votação defendendo a condenação. Os ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha acompanharam integralmente o posicionamento, consolidando a maioria.
O ministro Nunes Marques divergiu, alegando falta de provas de que Castro tenha se beneficiado eleitoralmente da contratação de temporários. Já André Mendonça apresentou voto parcialmente divergente. O julgamento aguarda o posicionamento da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para ser concluído.
A acusação sustenta que a Fundação Centro Estadual de Estatísticas e Pesquisa (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) admitiram cerca de 27 mil servidores temporários, que teriam atuado como cabos eleitorais na tentativa de reeleger Castro. O ex-governador deixou o cargo na véspera do julgamento para concorrer a uma vaga no Senado.
Além de Castro, outras 12 pessoas respondem ao processo e negam qualquer irregularidade.
Com informações de Gazeta do Povo