Teerã, 22 de março de 2026 – O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena as Forças Armadas do Irã, declarou neste domingo (22) que bloqueará completamente o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos bombardem centrais elétricas iranianas.
O porta-voz do comando, Ebrahim Zolfagari, afirmou que a passagem marítima só será reaberta depois da reconstrução total das instalações atingidas. A ameaça responde a um ultimato do presidente norte-americano Donald Trump, que concedeu 48 horas para que o Irã mantenha o estreito livre, sob pena de ataques à infraestrutura energética do país.
Medidas de retaliação
Zolfagari listou possíveis ações de represália, incluindo ataques a infraestruturas energéticas e de tecnologia da informação em Israel, operações contra empresas com participação dos Estados Unidos no Oriente Médio e ofensivas contra usinas em nações que abriguem bases militares americanas.
“Tudo está preparado para uma grande jihad com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos Estados Unidos na região”, declarou o porta-voz. Ele ressaltou que o Irã não iniciou o conflito, mas responderá “sem limites” se suas instalações forem atingidas.
Apoio político interno
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou o discurso ao dizer que Teerã atacará infraestruturas vitais, energéticas e petrolíferas em toda a região caso as ameaças de Washington se concretizem.
Navegação seletiva
Na Organização Marítima Internacional, o representante iraniano Seyed Ali Mousavi informou que o estreito permanece aberto ao tráfego internacional, exceto para embarcações de países considerados inimigos por Teerã, que devem seguir condições de segurança impostas pelo Irã.
Impacto nos mercados
A tensão elevou o preço do petróleo no mercado global. O barril do Brent para entrega em maio subiu para US$ 112,91, o valor mais alto desde julho de 2022.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de uma parcela significativa do petróleo mundial, e qualquer interrupção no tráfego marítimo ameaça a segurança energética global.
Com informações de Gazeta do Povo