Os Estados Unidos afirmaram neste sábado (21) que enfraqueceram a capacidade do Irã de interferir na passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz após atacarem um depósito subterrâneo de armas na costa iraniana durante a semana.
De acordo com o almirante Brad Cooper, do Comando Central (Centcom), a instalação abrigava mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores móveis e equipamentos de monitoramento. A operação utilizou “várias bombas de 5.000 libras” do modelo GBU-72, projetadas para destruir estruturas reforçadas.
“Com a destruição desse silo e de sistemas de apoio de inteligência e repetidores de radar, reduzimos significativamente a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e arredores”, declarou Cooper em vídeo publicado nas redes sociais.
Operação “Fúria Épica” já atingiu 8 mil alvos
Desde o início da ofensiva batizada de “Fúria Épica”, em 28 de fevereiro, as forças americanas contabilizam mais de 8 mil alvos militares iranianos neutralizados, incluindo 130 embarcações da Guarda Revolucionária. Segundo Cooper, trata-se da “maior eliminação de uma marinha em três semanas desde a Segunda Guerra Mundial”.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% das exportações globais de petróleo e é a única saída marítima do Golfo Pérsico para o Oceano Índico. Nas últimas três semanas, as tentativas iranianas de restringir o tráfego elevaram o preço do barril Brent para acima de US$ 105.
O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu que aliados da Otan, além de Coreia do Sul e Japão — dependentes do petróleo oriundo da região — enviem apoio militar à área. Até o momento, nenhum país confirmou participação.
Israel bombardeia instalações de mísseis em Teerã
Na madrugada de sexta (20) para sábado (21), a Força Aérea de Israel lançou uma nova onda de ataques contra instalações de desenvolvimento de mísseis balísticos na capital iraniana. Entre os alvos estavam complexos da Guarda Revolucionária dedicados à produção de componentes e combustível para projéteis, segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI).
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel e Estados Unidos planejam “aumentar consideravelmente” a intensidade dos ataques na próxima semana. A declaração veio após Trump indicar nas redes sociais que pode reduzir a presença militar americana no Oriente Médio diante do avanço dos objetivos da campanha.
Encerrada a série de bombardeios desta semana, Washington sustenta que mantém “total superioridade aérea” sobre o Irã e segue monitorando a rota estratégica que liga o Golfo Pérsico ao mercado global de petróleo.
Com informações de Gazeta do Povo