Home / Internacional / Trump acusa Otan de omissão e cobra apoio na operação contra o Irã

Trump acusa Otan de omissão e cobra apoio na operação contra o Irã

ocrente 1774075770
Spread the love

Washington, 20 de março de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente os países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por não aderirem à ofensiva norte-americana destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da semana.

“Tigre de papel”

Em declaração à imprensa nesta sexta-feira (20), Trump classificou a aliança como “tigre de papel” e chamou os parceiros europeus de covardes. Segundo o presidente, a missão militar seria “simples e de baixo risco”, mas, na sua avaliação, os europeus preferem ficar à margem enquanto os preços globais do petróleo disparam.

Argumento jurídico dos europeus

Governos de Alemanha, França e Reino Unido alegam que a Otan é uma aliança estritamente defensiva e só entra em ação quando um de seus membros sofre ataque direto em seu território. Como a iniciativa militar partiu dos Estados Unidos, não haveria base legal, na ótica europeia, para invocar a cláusula de defesa coletiva prevista no artigo 5.º do tratado.

Importância do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado vital para o fluxo do petróleo produzido no Oriente Médio. O bloqueio iraniano interrompeu a principal rota de embarque da commodity, provocando alta expressiva nos preços e pressionando economias ocidentais.

Temor de escalada

Analistas consultados por capitais europeias apontam receio de que uma intervenção evolua para um conflito marítimo prolongado e dispendioso. Fontes diplomáticas também mencionam desconforto político pelo fato de Trump não ter consultado os aliados antes de ordenar os primeiros ataques.

Precedente na Otan

A única ocasião em que a aliança invocou formalmente seu mecanismo de defesa coletiva foi após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando tropas europeias foram enviadas ao Afeganistão. Para dirigentes do bloco, o cenário atual ainda não configura agressão direta que justifique ação semelhante.

Com informações de Gazeta do Povo