Brasília – A remoção do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal, nesta semana, é interpretada por investigadores como passo inicial para um possível acordo de colaboração premiada.
Prevista na Lei 12.850/2013, a delação permite que o colaborador cumpra pena ou prisão provisória em local separado dos demais réus. Até a transferência, Vorcaro estava no presídio de segurança máxima do Complexo da Papuda.
Negociações em sigilo
Na última terça-feira (17), o novo advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, reuniu-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração da Gazeta do Povo, o possível acordo de delação foi um dos temas abordados, e o banqueiro estaria disposto a relatar tudo o que sabe.
A legislação determina que o início das negociações ocorre com a entrega formal de uma proposta, momento em que se estabelece o sigilo absoluto sobre as tratativas. Reportagem da Folha de S.Paulo informa que Vorcaro já teria assinado o termo de confidencialidade com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), órgãos responsáveis pelo caso.
A divulgação de qualquer informação a respeito dessas conversas pode levar ao indeferimento sumário do acordo. Procurados, a defesa do empresário e a Polícia Federal não se manifestaram até a conclusão desta reportagem.
Com informações de Gazeta do Povo