Brasília – O criminalista José Luís Mendes de Oliveira Lima, conhecido como Juca, passou a representar o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF). A mudança foi anunciada nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, depois que o até então defensor, Pierpaolo Bottini, informou a saída do processo por “razões pessoais”.
Oliveira Lima ganhou projeção nacional ao defender o ex-ministro José Dirceu no processo do mensalão e, mais recentemente, o também ex-ministro Braga Netto na ação sobre tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre outros casos de destaque, o advogado atuou na delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, durante a operação Lava Jato.
Decisão do STF mantém Vorcaro preso
A troca de advogados ocorre no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter Vorcaro em prisão preventiva. O voto do relator, ministro André Mendonça, foi acompanhado por Luiz Fux e Nunes Marques.
Possibilidade de delação é considerada remota
Nos bastidores jurídicos há especulações sobre uma eventual delação premiada do banqueiro. Questionado pelo portal Metrópoles, Oliveira Lima disse que ainda estudará o processo e evitou comentar a hipótese. Parte de juristas avalia que a colaboração seria improvável, já que o empresário é apontado pelos investigadores como líder de uma milícia privada e do próprio esquema de fraudes na instituição financeira, o que, segundo esses especialistas, reduziria a utilidade de um acordo de delação.
A expectativa em torno de uma possível colaboração se deve ao conteúdo do celular de Vorcaro, que traz registros de contato com figuras do alto escalão dos Poderes, entre elas os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Com informações de Gazeta do Povo