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Defesa diz que busca ordenada por Moraes tenta expor fontes de jornalista que denunciou Dino

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Brasília – O advogado Marcos Lobo, representante do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, classificou como “escândalo” a operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, 10 de março. Segundo ele, o verdadeiro objetivo da investigação é identificar as fontes utilizadas nas reportagens que apontaram suposto uso de veículo oficial por Flávio Dino para fins pessoais.

Computadores e celulares do jornalista foram recolhidos pela Polícia Federal. A apuração, que tramita em sigilo no STF, enquadra Almeida no crime de perseguição (stalking) contra Dino, atual ministro do Supremo. Para a defesa, o enquadramento “não se sustenta” e serve apenas de pretexto para acessar dados confidenciais do profissional de imprensa.

Reportagem sobre carro do TJMA gerou investigação

Em 2025, o blogueiro publicou que Dino teria utilizado um automóvel do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), pago pelo Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (FUNSEG-JE), para deslocamentos pessoais de familiares. As matérias exibiram imagens, placas e outros detalhes do veículo.

Na decisão que autorizou a operação, Moraes citou três links das publicações e afirmou ver “indícios de monitoramento” do carro do ministro. O magistrado apontou possível uso de “mecanismo estatal” para obter informações consideradas sensíveis.

Processo no STF e segredo de Justiça

Lobo também criticou o fato de o caso tramitar diretamente no Supremo, apesar de o jornalista não ter foro privilegiado. “Isso é outra arbitrariedade”, declarou, acrescentando que Almeida só soube da investigação quando os agentes chegaram à sua residência.

Posicionamento do Supremo

Em nota, o STF informou que a apuração teve origem em alertas feitos pela segurança institucional de Dino, em 2025, sobre possível monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís. O tribunal disse que as publicações divulgaram placas dos veículos, nomes de agentes e detalhes do esquema de escolta, o que levou o material a ser encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

“A investigação busca esclarecer os supostos monitoramentos ilegais relacionados à segurança do ministro”, afirmou a Corte.

Com informações de Gazeta do Povo