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Trump prevê fim próximo da ofensiva contra o Irã: “Não resta quase nada para atacar”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que a guerra conduzida em parceria com Israel contra o Irã pode terminar em breve. Em entrevista ao portal norte-americano Axios, o republicano afirmou que a campanha militar já eliminou quase todos os alvos estratégicos no território iraniano. “Quando eu quiser que termine, terminará. Não resta praticamente nada para atacar”, disse.

Batizada de Operação Fúria Épica, a ofensiva foi iniciada em 28 de fevereiro e, segundo Trump, está adiantada em relação ao cronograma estabelecido pelo Pentágono. O presidente acrescentou que a destruição de estruturas iranianas superou as expectativas iniciais. “Causamos mais danos do que acreditávamos ser possível”, declarou.

Nos primeiros dias da operação, forças norte-americanas e israelenses bombardearam instalações militares, centros de comando e unidades ligadas ao programa de mísseis do regime iraniano. No dia 28, os ataques resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de integrantes da cúpula militar do país.

Washington sustenta que o objetivo principal é destruir a capacidade nuclear iraniana e neutralizar sistemas de mísseis considerados ameaça direta aos Estados Unidos e a aliados no Oriente Médio. Na última segunda-feira, 9 de março, Trump já havia sinalizado que o conflito estaria próximo do encerramento.

Impacto imediato no mercado de petróleo

A guerra no Golfo Pérsico provocou forte pressão sobre o abastecimento global de energia. A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que seus 32 países-membros aprovaram, por unanimidade, a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas para compensar a redução das exportações via Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.

De acordo com o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, cerca de 20 milhões de barris de petróleo — quase um quarto do volume transportado por via marítima no mundo — cruzavam diariamente o estreito antes do conflito. Esse fluxo caiu para menos de 10% desde então. O fornecimento de gás natural liquefeito, responsável por aproximadamente 20% do GNL global, também foi afetado.

Nos Estados Unidos, a tensão no Oriente Médio coincide com o aumento dos preços dos combustíveis, fato que preocupa a Casa Branca em ano de eleições legislativas, marcadas para novembro, nas quais o governo tenta manter a maioria no Congresso.

Com informações de Gazeta do Povo