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Ana Paula Valadão rebate críticas e classifica ofensiva contra o Irã como “guerra justa”

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Belo Horizonte — A pastora e cantora gospel Ana Paula Valadão, líder do ministério Diante do Trono, afirmou ver “esperança” nos recentes ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando a ação militar como exemplo de “guerra justa”. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo após artigo do sociólogo Valdinei Ferreira questionar a comoção demonstrada pela pastora diante dos bombardeios.

Ferreira criticou o fato de Valadão celebrar a ofensiva enquanto 50 meninas teriam morrido em um ataque a uma escola, supostamente ligado à mesma operação. O sociólogo também apontou incoerência entre o apoio da pastora a Israel e eventuais relações comerciais de igrejas brasileiras com a Arábia Saudita.

Ao responder, Valadão disse que não comemora a guerra, mas o “fato de algo estar sendo feito” contra um regime que, segundo ela, persegue cristãos, mulheres e outras minorias. A pastora citou relatórios da Missão Portas Abertas, que colocam o Irã entre os países com maior repressão religiosa, onde muçulmanos convertidos ao cristianismo podem enfrentar pena de morte e líderes de igrejas clandestinas costumam ser presos.

Sobre a acusação de insensibilidade diante de vítimas civis, Valadão se emocionou, lamentou as mortes e cobrou investigação independente da ONU. Contudo, questionou a veracidade das informações divulgadas por autoridades iranianas e observou que EUA e Israel não confirmaram responsabilidade pelo ataque à escola.

A líder evangélica também alegou que grupos como Hamas e Hezbollah, supostamente financiados por Teerã, utilizam civis como escudos humanos em instalações civis, o que dificultaria a atribuição precisa de autoria em bombardeios.

Valadão atribuiu o apoio de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras a Israel a motivos teológicos, como a origem judaica de Jesus e de autores bíblicos, além do simbolismo da criação do Estado de Israel em 1948. Ela frisou, porém, que isso “não significa concordar com todos os atos do governo israelense” nem hostilidade a árabes ou palestinos.

Ao comentar sua defesa da intervenção militar, a pastora afirmou entender o conceito de “guerra justa” dentro da tradição cristã: “Mesmo quando há legitimidade, há sofrimento, e o nosso papel é chorar com quem chora e alegrar-nos quando há esperança de liberdade”, declarou.

Valadão concluiu dizendo que fala em nome dos cristãos iranianos: “Sinto que defendo a minha própria família em Jesus”. Segundo ela, a queda do regime em Teerã seria um passo rumo à liberdade religiosa na região.

Com informações de Folha Gospel