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Advogados solicitam conversa reservada e sem gravação com Daniel Vorcaro em presídio federal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça recebeu, no fim de semana, pedido para autorizar que o banqueiro Daniel Vorcaro se reúna com seus advogados sem gravação de áudio ou vídeo. Vorcaro está detido desde sexta-feira (6) na Penitenciária Federal de Brasília, após transferência do interior de São Paulo.

De acordo com a defesa, ainda não houve oportunidade de um encontro totalmente reservado desde a prisão provisória, decretada na quarta-feira (4). Os advogados sustentam que a conversa livre de monitoramento é essencial para definir estratégias na fase inicial das investigações da Operação Compliance Zero.

No sistema penitenciário federal, a captação de imagens e sons durante atendimentos jurídicos é procedimento rotineiro. O pedido apresentado a Mendonça busca abrir exceção a essa regra para a primeira reunião com o cliente. Até a noite de domingo (8), o ministro não havia se manifestado; o processo corre em sigilo.

Rotina de adaptação em cela individual

Vorcaro foi removido da Penitenciária 2 de Potim (SP) na manhã de quarta-feira, escoltado até o aeroporto de São José dos Campos, onde embarcou em aeronave do Ministério da Justiça. O pouso em Brasília ocorreu às 15h30 de sexta-feira; em seguida, ele passou por exame de corpo de delito e foi levado à unidade federal.

Conforme os protocolos, o banqueiro permanecerá 20 dias em período de adaptação, ocupando cela individual de nove metros quadrados e com visitas severamente restritas. Depois dessa etapa, deverá ser alocado em espaço menor, de seis metros quadrados.

Justificativa para a transferência

Ao autorizar a remoção, André Mendonça acolheu argumento da Polícia Federal de que a permanência de Vorcaro em presídio estadual representava risco à segurança pública. A corporação alegou que o investigado possui “significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores em diferentes esferas do poder público e do setor privado”.

Segundo a PF, a unidade federal em Brasília oferece condições mais adequadas para o acompanhamento da custódia, em razão da proximidade com os órgãos de investigação e supervisão judicial.

Com informações de Gazeta do Povo