Teerã, 6 de março de 2026 — Autoridades iranianas indicaram a possibilidade de bloquear o Estreito de Ormuz, principal corredor de exportação do petróleo extraído no Golfo Pérsico. Por esse ponto estratégico passa parte substancial do combustível que abastece mercados em todos os continentes.
Em artigo publicado nesta sexta-feira (6), o pesquisador Vinícius Lana enumerou quatro efeitos imediatos que, segundo ele, poderiam atingir diversas regiões caso a passagem marítima seja fechada:
1. Disparo nos preços do petróleo e crise energética
O bloqueio reduziria drasticamente o fluxo de barris para o mercado internacional, pressionando cotações que, de acordo com o analista, poderiam dobrar ou até triplicar em poucos dias. A alta encareceria transporte, alimentos e eletricidade.
2. Risco de conflito ampliado
O fechamento de Ormuz teria potencial para atrair o envolvimento de potências militares ocidentais, países do Brics e demais nações do Oriente Médio, abrindo espaço para uma escalada bélica de grandes proporções.
3. Abalo econômico global
Preços de energia elevados e comércio interrompido poderiam provocar quedas acentuadas nas bolsas, explosão inflacionária e dificuldades adicionais a economias já endividadas.
4. Reconfiguração geopolítica
Crises simultâneas tenderiam a acelerar a formação de novas alianças militares e blocos econômicos, além de intensificar discussões sobre mecanismos de governança internacional.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente atravessa o corredor diariamente, segundo dados de agências de energia. Não há, até o momento, confirmação de data ou de condições para eventual bloqueio.
Com informações de Pleno.News