O sexto dia de combates no Oriente Médio começou com o Azerbaijão colocando suas Forças Armadas em estado de alerta, depois que um drone atingiu um aeroporto e uma escola no país. O presidente azerbaijano, Ilham Aliyev, classificou o episódio, atribuído ao Irã, como “ato terrorista”.
Teerã nega participação no ataque e acusa Israel de ter armado uma “encenação” para ampliar o isolamento internacional do regime iraniano.
Ofensiva iraniana contra curdos no Iraque
O Irã confirmou bombardeios contra posições curdas no Curdistão iraquiano, onde operam as organizações opositoras Komala e Partido Democrático Curdo. Segundo Teerã, os Estados Unidos estariam fornecendo armas a esses grupos para intensificar a crise interna iraniana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou a acusação. Na véspera, ela afirmou que “é completamente falso” o envio de armamentos para incentivar um levante no Irã, apesar de o então presidente norte-americano, Donald Trump, ter conversado com lideranças curdas sobre bases dos EUA no norte do Iraque.
França, Itália e Grécia reforçam Chipre e Mediterrâneo Oriental
Em meio à escalada regional, França, Itália e Grécia acertaram nesta quinta-feira (5/3) a mobilização conjunta de recursos militares em Chipre e no Mediterrâneo Oriental, além de ações para garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho. O acordo foi costurado em ligações do presidente francês, Emmanuel Macron, com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o premiê grego, Kyriakos Mitsotakis.
Entre as medidas anunciadas:
- Paris enviará uma fragata e sistemas antimísseis e antidrones a Chipre, após o ataque a uma base militar britânica na ilha;
- A França autorizou que aviões militares dos EUA — exceto caças de combate — usem uma de suas bases aéreas;
- Roma deslocará navios da Marinha italiana para Chipre e instalará defesas antimísseis e antidrones em países do Golfo que solicitaram apoio.
Moscou mantém distância, mas preserva negócios com Teerã
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o confronto “não é nossa guerra” e que a Rússia deve priorizar seus próprios interesses. “Apenas quem iniciou o conflito pode encerrá-lo”, declarou.
Apesar do distanciamento político, o ministro russo da Energia, Sergey Tsivilev, disse em visita à residência do embaixador iraniano em Moscou que a cooperação econômica entre os dois países continuará “independentemente dos desafios”.
Com a tensão crescendo no Cáucaso, no Golfo e no Mediterrâneo, diplomatas e líderes militares seguem tentando conter novos focos de expansão do conflito.
Com informações de Gazeta do Povo